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Jornal O Diabo

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“Quem faz um cesto, faz um cento”

Por Carlos Azeredo, general do Exército, antigo assessor militar do primeiro-ministro Sá Carneiro e chefe da Casa Militar do Presidente Mário Soares.

 

 

Foi durante a campanha eleitoral para as eleições que levaram ao poder o actual Governo socialista, que o então candidato e agora primeiro-ministro José Sócrates, perante as implicações que a entrada na U. E. punha ao livre exercício da Soberania Nacional, entre outras dificuldades, assumiu o compromisso de que faria um referendo acerca do Tratado para adesão à U.E., caso fosse eleito o seu Governo, para que os Portugueses pudessem democraticamente decidir sobre tão controverso assunto.

Tal compromisso, publicamente anunciado, calou a maior parte das opiniões contrárias, mas as informações absolutamente necessárias sobre o assunto, para esclarecimento das condições e limites que seriam impostos ao Estado Português, no que se refere à nossa soberania de oito séculos, assuntos sobre as pescas na nossa própria área marítima, sobre segurança e defesa, a aceitação de leis para uso interno cozinhadas em Bruxelas, nunca foram publicitadas e postas à disposição publicamente, como se Sócrates temesse a opinião dos Portugueses.

Para coroar este cúmulo de farsa democrática da adesão à EU, aliás generalizada entre os países da Europa, com excepção da Irlanda, o nosso bem-falante primeiro-ministro, ao chegar à ocasião de decidir, “esqueceu-se” do seu compromisso pessoal, esteve-se marimbando para os seus compatriotas e a coberto do voto da Assembleia da República (cuja competência para alijar a Soberania Nacional é muito duvidosa, se não mesmo nula) conseguiu ultrapassar o parecer dos Portugueses que ignorou.

Mas que mais seria de esperar do primeiro-ministro Sócrates, ao qual alguém já chamou de “Xico-Esperto”?

O seu palmarés é já notável e fala por si:

— Assinou projectos de obras de que não era autor.

— Diz-se “Engenheiro”, qualificação que a Ordem dos Engenheiros lhe não reconhece.

— Encontra-se envolvido no caso do Freeport, que a nossa morosa Justiça tem entre mãos, caso a que o primeiro-ministro chamou de “Cabala Negra”, como se os jornalistas ingleses estivessem interessados em atacar o Chefe do Governo Português. É verdade que há a tal Presunção de Inocência a que todos os suspeitos têm direito, mas também é verdade que a Sabedoria Popular afirma, desde tempos imemoriais que:

“Quem faz um cesto, faz um cento!”. E a realidade é que o nosso desembaraçado Xico-Esperto já tem no seu activo um conjunto bem bom de “cestos notáveis…