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Jornal O Diabo

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o diabo que o carregue: Nuno da Câmara Pereira

Há muito que os verdadeiros monárquicos pressentiam (e alguns o sabiam para lá de qualquer dúvida) que o cançonetista Nuno da Câmara Pereira nada tinha a ver com as aspirações da causa realista, por mais presidente do PPM que fosse. Para quem estivesse atento, saltava à vista o seu estranho penduranço na República, bem patente durante uma triste e apagada passagem pelo Parlamento, nas bancadas do PSD. Depois de se voltar contra o Chefe da Casa Real, por razões que só um Ego doentio pode explicar, Pereira já se aliou a um aventureiro siciliano que pretende ser herdeiro do Trono de Portugal, já fez peixeirada de mão na anca a propósito da Ordem de S. Miguel da Ala e já pôs o seu minúsculo clube ao serviço das extraordinárias “aspirações” do Duque de Loulé a ser “rei”. Tudo o que de pior podia inventar-se para denegrir a Monarquia e mostrar pequenez e divisão, ele inventou. Agora, de novo concorrente a um lugarzinho na Assembleia da República, surge com um inenarrável cartaz de campanha em que se auto-proclama detentor de cinco-predicados-cinco, qual deles o mais excelso: “Honestidade, Integridade, Transparência, Ética, Verdade”. Tanta virtude junta serve-lhe para, em parangonas, dizer o que realmente lhe interessa: “Vamos, todos, ajudar a República!”, proclama Pereira no seu cartaz eleitoral. Quem tinha dúvidas, escusa já de tê-las. Está mais do que claro para que serve, afinal, o chamado Partido Popular Monárquico – um perigoso equívoco que consegue, sozinho, fazer mais estrago à causa monárquica do que todos os republicanos juntos.

FRA DIAVOLO